Stanford encontra 'Ozempic natural' com ajuda de IA
Pesquisadores da Stanford Medicine identificaram o peptídeo BRP, presente na pele do peixe-palhaço, que pode ajudar no combate à obesidade e diabetes. O algoritmo Peptide Predictor analisou mais de 20 mil genes para localizar possíveis peptídeos bioativos.
Peçonha de oximetro natural?
A substância agiria sobre o hipotálamo, um tecido do cérebro envolvido em controles metabólicos e endcrinos. Nos testes com camundongos e porcos, reduziu apetite e peso sem causar náuseas ou perdas significativas.
Receita dos peixes-palhaço:
Katrin Svensson, da Stanford Medicine, afirmou que o algoritmo de inteligência artificial foi crucial para a descoberta. O peptídeo BRP se mostra mais específico, agindo principalmente no hipotálamo, diferentemente do Ozempic.
Tolerância melhorada na glicose
Apesar de ainda não ter passado pela fase humana, o BRP promete avanços significativos. Katrin Svensson também disse: 'Estamos ansiosos para testar a segurança e eficácia em humanos', indicando futuros estudos clínicos.
Perguntas Frequentes
Qual é o BRP?
O BRP (biglycan-related protein) é um peptídeo encontrado na pele do peixe-palhaço com propriedades semelhantes à semaglutida, mas agindo de forma mais específica no hipotálamo.
Ao que se deve esta descoberta?
O algoritmo Peptide Predictor foi utilizado para analisar mais de 20 mil genes em busca de peptídeos, resultando na identificação do BRP.
Pode haver problemas com segurança ao usar o BRP no futuro?
Katrin Svensson indicou que a segurança ainda está sendo avaliada e destacou: 'Precisamos testar completamente a eficácia e segurança deste composto antes de passá-lo aos humanos'.
