Quatro barreiras que fragilizam o tratamento do câncer em países de baixa renda
No mundo, cerca de dez milhões de pessoas morrem por ano lutando contra a doença. Em LMICs, ou países de baixa e média renda, 70% dessas mortes ocorrem. Entender o que está por trás da disparidade no combate ao câncer é crucial.
A primeira barreira são os 100 km de distância que separam muitos pacientes das clínicas.
Distância e deslocamento
Saúde não se vende como um serviço digital. A falta de infraestrutura levou a um cenário em que o custo do transporte em países como a África Subsaariana pode ser suficiente para afetar a continuidade do tratamento.
Casos reais: inovações sem novos recursos
Em 2011, trabalhamos no atendimento de câncer de mama, no SUS, com recursos e espaço mínimos. O foco foi nos fluxos primários do cuidado, não na compra de mais equipamentos.
Nesse projeto, conseguimos reduzir o tempo para início da quimioterapia de 120 dias para aproximadamente 83, com apenas um ajuste do planejamento.
O que os casos ensinam
Temos que encarar o desafio além das finanças. O estudo mostra que na América Latina, as barreiras de qualidade são sistemáticas e políticas, não financeiras, mas a inovação nos fluxos de cuidado traz avanços significativos.
Perguntas Frequentes
Pergunta 1?
O que são LMICs e por que eles enfrentam mais desafios para acesso ao tratamento do câncer? Resposta: LMICs são países de baixa e média renda que sofrem com infraestrutura limitada, dificuldades administrativas e uma rede de saúde menos desenvolvida.
Pergunta 2?
Como a reorganização dos fluxos de cuidado pode impactar no combate ao câncer? Resposta: Reduzir o tempo entre a primeira visita e o tratamento efetivo é crucial para aumentar as chances de cura na luta contra a doença.
