Tratamento para obesidade pode impactar cobertura de planos corporativos
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) está prestes a avaliar inclusão do GLP-1 no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, que pode alterar significativamente como os planos empresariais tratam a obesidade. Saiba quais são os possíveis riscos.
O lançamento nacional de canetas emagrecedoras pelo laboratório EMS acendeu um alerta entre as grandes corporações. Se o tratamento for coberto pelos planos, previsões atuariais apontam impacto imediato na sinistralidade e consequentes reajustes dos valores.
“O impacto nos planos de saúde corporativos será uma bomba-relógio”, comenta Claudio Tafla, superintendente médico da Alper Seguros. A inclusão do GLP-1 poderia aumentar a demanda e pressionar os valores dos contratos.
Como funciona a decisão ANS?
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) avaliará se o tratamento vale a pena para a cobertura dos planos. O processo levará mais ou menos 12 meses, com estudos atuariais e análise financeira.
Impacto nos reajustes dos contratos
A recomendação da Alper é que as empresas analisem os contratos para garantir a sustentabilidade econômica. O impacto não será instantâneo, mas pressionará o sistema. O modelo deve se adaptar com novos recursos e benefícios.
Perguntas Frequentes
GLP-1 vai ser incluído no Rol ANS?
Claudio Tafla: Essa decisão ainda não foi tomada, mas o laboratório EMS já começou a mexer nessa possibilidade.
Qual é a previsão para o impacto econômico nos planos corporativos?
Paula Gallo: As projeções apontam reajustes significativos e novos modelos de benefícios, como coparticipação inteligente ou PBMs.
Como as empresas podem se preparar para esse impacto?
Tafla: É necessário revisar os contratos com análise atuária e garantir a adaptação dos planos de saúde oferecidos às novas demandas.
