Mecanismos de resposta a questões frequentes sobre as UTIs e a precarização do trabalho na Medicina Intensiva
Um estudo da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) revela que mais da metade dos médicos atuando nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) são contratados por meio de contratos de Pessoa Jurídica, comprometendo a segurança profissional e do paciente.
Além da inconstância das relações de trabalho, muitos especialistas precisam se locomover para diferentes cidades devido aos diversos arranjos de contrato. Até 90% trabalham em turnos noturnos, prejudicando a saúde física e mental. Cristiano Franke, presidente da AMIB, expõe o esforço por garantir um ambiente saudável para os profissionais.
Médicos e UTIs: Uma relação de alto risco?
No estudo realizado pela AMIB, cerca de 51% dos médicos especialistas em medicina intensiva atuam sob contratos de pessoal jurídico. Esse índice chega a 56% para profissionais com titulação correlata (clínica médica, cirurgia geral, etc.), e 55% para generalistas.
Multiplicidade de vínculos prejudica as UTIs
Os médicos entrevistados mantêm em média 1,33 contratos de trabalho na mesma UTI. Isso resulta numa carreira precarizada, com dificuldades de estabilização e previsibilidade financeira. Em casos severos, a sobrecarga física e emocional é tão grande que quase um terço dos profissionais deve viajar para diferentes cidades para exercer suas funções.
Premissas de um cenário precárió
De acordo com Franke, essa situação fragiliza a relação médico-UTI e aumenta o risco para os pacientes. As UTIs necessitam de profissionais altamente qualificados, estabilidade e capacidade permanente de resposta às condições clínicas complexas. É fundamental que as autoridades se movimentem para recuperação do equilíbrio nesta área.
Perguntas Frequentes
Os profissionais das UTIs estão mais vulneráveis? Sim, a precarização dos contratos de trabalho aumenta o risco de desgaste e esgotamento profissional.
O que as autoridades da saúde devem fazer? Urgentemente, abrir um canal de diálogo institucional para discutir soluções e estabelecer políticas que protejam os profissionais e aumentem a qualidade do atendimento.
