Companhia alcançou margens históricas, impulsionada por eficiência operacional e ganho de produtividade, apesar dos desafios regionais.
A rede de farmácias Pague Menos divulgou resultados robustos para o segundo trimestre deste ano, superando as estimativas do mercado. Um dos grandes destaques foi o avanço de 11,1% na receita média mensal por loja, que contribuiu significativamente para o lucro líquido de R$ 74 milhões no período.
O desempenho positivo chamou a atenção do Itaú BBA, que em sua análise destacou o controle rigoroso das despesas, o aumento da produtividade e a emergente dinâmica dos medicamentos da classe GLP-1 como pilares estratégicos para a varejista. Esses fatores permitiram à Pague Menos não apenas expandir sua rentabilidade, mas também consolidar sua posição no setor.
Jonas Marques, CEO da Pague Menos, celebrou os resultados, afirmando que a rede atingiu receita e margem Ebitda históricas. A companhia conseguiu ampliar o volume de atendimentos, atrair novos clientes e aumentar a frequência de compras, ao mesmo tempo em que aprimorou o controle das despesas operacionais.
Eficiência e Expansão Impulsionam Desempenho Financeiro da Pague Menos
No período analisado, a Pague Menos registrou uma receita bruta de R$ 4,34 bilhões, um crescimento de 9,3% em comparação anual. O Ebitda ajustado da rede também demonstrou forte elevação, subindo 15,4% e alcançando R$ 282 milhões.
O sucesso financeiro da companhia reflete uma combinação de fatores operacionais. Houve um crescimento de 4,3% no volume de atendimentos, acompanhado por um aumento de 4,8% no tíquete médio, que chegou a R$ 95,40. A base de clientes ativos também se expandiu para 22,6 milhões, um acréscimo de 2,6% em relação ao ano anterior, com a frequência de compras subindo 0,9%.
O CEO Jonas Marques enfatizou a gestão interna: “Ao mesmo tempo, evoluímos no controle e na diluição das despesas operacionais, o que também contribuiu para ampliar a geração de caixa.” Essa estratégia foi fundamental para sustentar o avanço da rentabilidade.
Produtividade por Loja e Desafios Regionais da Pague Menos
A produtividade é um diferencial contínuo da Pague Menos. A receita média mensal por loja atingiu a marca de R$ 823 mil, um crescimento expressivo de 11,1% em comparação com o mesmo trimestre do ano passado. A rede encerrou o período com 1.695 lojas em operação, resultado de oito novas inaugurações e um fechamento.
A otimização dos pontos de venda é evidente. Os PDVs monitorados por um sistema de telemetria operacional apresentaram um crescimento de 9,8% no volume de negócios. Esse avanço reforça a capacidade da empresa de gerar valor em cada unidade.
Apesar dos bons resultados, o relatório do Itaú BBA aponta uma limitação geográfica. Rodrigo Gastim, analista responsável pela análise, destacou: “A forte exposição ao Nordeste continua influenciando o desempenho da rede, já que a região apresenta crescimento inferior ao observado em outras partes do país.” Ainda assim, Marques ressalta: “O avanço da geração de caixa, aliado à redução da alavancagem, amplia nossa capacidade de investir em tecnologia, infraestrutura e expansão.”
GLP-1: Concorrência Aquece Mercado de Medicamentos na Pague Menos
Uma das principais mudanças estratégicas notadas pelo Itaú BBA é a evolução do mercado de medicamentos GLP-1, usados para tratamento de obesidade e diabetes. Embora a categoria continue a crescer rapidamente, com uma alta anual de 67%, sua participação nas vendas da Pague Menos registrou uma leve retração, caindo de 9,1% para 8,2% no trimestre. Esta foi a primeira queda sequencial desde o início da expansão desses produtos.
O analista Rodrigo Gastim alerta para a próxima fase do mercado de GLP-1: “A capacidade de estimular a demanda por meio de preços mais baixos será determinante para o crescimento da categoria nos próximos trimestres.” As margens iniciais obtidas pelas farmácias com o medicamento Ozivy, da EMS, ficaram aquém do esperado.
No entanto, o cenário pode mudar em breve. A Anvisa já aprovou cinco novos similares de semaglutida, e o lançamento do Semavy, da Hypera, é aguardado. Essa nova onda de concorrência deve ampliar o poder de negociação das redes de farmácias junto aos fabricantes. Gastim projeta que “As margens desses medicamentos, atualmente próximas de 20%, podem evoluir para 25% a 30% com o aumento da concorrência.”
Perguntas Frequentes
O que impulsionou o resultado da Pague Menos no 2º trimestre de 2024?
O desempenho da Pague Menos foi impulsionado pelo controle de despesas, aumento da produtividade, crescimento de 11,1% na receita por loja e a expansão da base de clientes, conforme análise do Itaú BBA e declarações do CEO Jonas Marques.
Qual foi o lucro líquido da Pague Menos no segundo trimestre?
A Pague Menos registrou um lucro líquido de R$ 74 milhões no segundo trimestre, representando uma alta de 22% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O Ebitda ajustado atingiu R$ 282 milhões.
Como o mercado de medicamentos GLP-1 afeta a Pague Menos?
O mercado de GLP-1 cresce 67% ao ano, mas a participação em vendas na Pague Menos recuou ligeiramente para 8,2%. A chegada de novos similares aprovados pela Anvisa e o lançamento de Semavy pela Hypera devem intensificar a concorrência, elevando as margens para as farmácias, que podem chegar a 30%, segundo o Itaú BBA.
Quantas lojas a Pague Menos possui atualmente no Brasil?
A rede Pague Menos encerrou o segundo trimestre com um total de 1.695 lojas em operação. O período registrou a inauguração de oito novas unidades e o fechamento de uma.
