Pesquisa global revela que o país lidera índices de sintomas residuais e ansiedade entre pacientes com depressão.

Uma nova pesquisa global encomendada pela empresa Johnson & Johnson e conduzida pela Wakefield Research revelou dados alarmantes sobre o tratamento de pacientes com transtorno de depressão maior no Brasil, onde especialistas acompanham de perto os impactos na rotina dos enfermos.

O estudo entrevistou oitocentos e cinquenta adultos e oitocentos profissionais de saúde em sete países, destacando um recorte brasileiro com cem pacientes e cem médicos, cujos resultados mostram que o país possui alguns dos índices mais altos da investigação internacional realizada recentemente.

Os dados demonstram que os desafios no manejo clínico da doença exigem atenção redobrada da comunidade médica e dos familiares, conforme informação divulgada por Medicina SA.

Impacto dos sintomas residuais na rotina

Conforme os dados obtidos pela Wakefield Research, noventa e cinco por cento dos pacientes brasileiros entrevistados afirmam que os sintomas da depressão ainda causam um impacto negativo moderado ou significativo em sua vida diária, representando o maior índice entre todas as nações pesquisadas.

Além disso, noventa e quatro por cento dos participantes relatam que esses resquícios da doença afetam, ao menos ocasionalmente, como eles se sentem ou agem no ambiente de trabalho, consolidando o Brasil na primeira posição global nesse quesito específico de perda de produtividade e bem-estar.

Insatisfação com antidepressivo oral

O levantamento da Johnson & Johnson apontou ainda que apenas quinze por cento dos pacientes brasileiros estão totalmente satisfeitos com o seu medicamento antidepressivo atual, evidenciando uma lacuna significativa entre a expectativa terapêutica e a eficácia percebida no dia a dia.

Entre os principais problemas relatados pelos pacientes estão a presença de ansiedade, citada por oitenta por cento dos entrevistados, humor deprimido em cinquenta e quatro por cento dos casos, e fadiga ou baixa energia em cinquenta e dois por cento, formando um quadro clínico complexo.

Desafios na comunicação com médicos

Um dado curioso revelado pelo estudo é que noventa e três por cento dos brasileiros afirmam já ter conversado com seu profissional de saúde sobre os sintomas persistentes, mas setenta e dois por cento continuam insatisfeitos com a resposta recebida durante as consultas médicas.

Por outro lado, noventa e dois por cento dos médicos ouvidos no Brasil relatam que os pacientes encontram, ao menos às vezes, dificuldade para explicar exatamente o que não está funcionando no tratamento, o que dificulta ajustes na dosagem ou na escolha dos fármacos.

Perguntas Frequentes

Qual é o percentual de pacientes com sintomas persistentes de depressão no Brasil?

Cerca de noventa e cinco por cento dos pacientes em tratamento com antidepressivo oral no Brasil relatam sintomas persistentes que impactam a vida diária.Por que muitos pacientes continuam sentindo ansiedade durante o tratamento?

O estudo da Johnson & Johnson mostrou que oitenta por cento dos pacientes brasileiros ainda relatam ansiedade, além de fadiga e humor deprimido, indicando uma resposta parcial ao medicamento atual.

O que são sintomas residuais na depressão?

São aqueles sintomas que continuam a afetar o paciente mesmo após o início do tratamento com antidepressivos, exigindo muitas vezes uma reavaliação da estratégia terapêutica pelo médico responsável.

Os pacientes conseguem relatar facilmente seus problemas aos médicos?

Sim e não, pois embora noventa e três por cento conversem com profissionais de saúde, noventa e dois por cento dos médicos afirmam que os pacientes têm dificuldade para explicar o que não funciona.