OTC vende menos que receita? Saiba por quê e o que fazer

Farmácias notam uma tendência preocupante: medicamentos de venda livre (OTC) registram crescimento menor do que a prescrição. Entenda aqui quais são as principais razões e como se preparar para 2023.

Crescimento diferenciado entre OTC e prescrição

Nos últimos 12 meses, a receita de prescrição vendeu 6% mais em unidades e 15% em faturamento. E o OTC subiu apenas 2,3% com 5,8% do mesmo volume financeiro. Isso indica que a receita cresceu mais e mais fortemente.

Dependência de poucas categorias no OTC

Ao abrir as vendas de OTC ao detalhe, descobrimos uma estrutura frágil. Em média, apenas dez categorias respondem por 60% das unidades vendidas em farmácias: analgésicos, antitérmicos e outros atuando na prevenção e alívio dos sintomas.

Infecções respiratórias não explicam a diferença

A forte temporada de infecções respiratórias não causou uma mudança drástica de comportamento. Os dados mostram que nem antibióticos, nem antivirais dispararam durante o período, apesar do elevado número de internações.

Compra caseira e bolso apertado pressionam os OTCs

A economia apertada empurra a compra impulso para compra planejada. Quando o consumidor prioriza gastos essenciais, adiamentos e escolhas mais econômicas são comuns.

Assim, as farmácias notam uma queda no volume de OTCs vendidos por impulso que se normalizaram nos processos comerciais mais conscientes dos clientes.

Perguntas Frequentes

Vendendo menos OTC é sinal de crise?

Não necessariamente. O canal continua crescendo, apenas onde e como.

Como reagir à queda do impulso em OTCs no balcão?

Crie lembretes ativos: combos de reposição, sugestões e promoções pontuais para estimular a compra por necessidade.

Qual é o papel da farmacinha caseira hoje?

A farmacinha caseira ainda existe, mas precisa ser estrategicamente proposta. O balconista deve encorajar as compras programadas, especialmente para medicamentos comuns como analgésicos e antitérmicos.