Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva Lança Novos Consensos

A Associação Brasileira de Endometriose (SBE) e a Comissão Nacional Especializada em Endometriose da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) lançaram na última edição do 10º Congresso Brasileiro de Cirurgia Ginecológica Minimamente Invasiva e Endometriose, dois novos capítulos do Consenso Brasileiro sobre Endometriose. Os documentos buscam redefinir o tratamento da doença com foco na qualidade de vida das pacientes.

Tratamento Farmacológico da Dor

O primeiro capítulo se concentra no tratamento farmacológico da dor pélvica, destacando que a endometriose passou a ser entendida como uma condição inflamatória crônica. Como primeira linha de tratamento, os contraceptivos hormonais combinados e progestagênios isolados são indicados com preferência ao uso contínuo.

Tratamento Complementar Não-Farmacológico

O segundo capítulo destaca as possibilidades não-farmacológicas, como a fisioterapia pélvica, acupuntura e intervenções psicológicas. A yoga é reconhecida por seus benefícios na qualidade de vida das pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais são as novas recomendações para o tratamento farmacológico da endometriose?

A primeira linha de tratamento é a utilização de contraceptivos hormonais combinados e progestagênios isolados. Estes medicamentos têm um papel supressivo, não curativo.

Quais são as principais mudanças no tratamento da endometriose?

A nova abordagem visa entender a endometriose como uma condição inflamatória crônica e multidisciplinar. Além dos tratamentos farmacológicos, terapias não-farmacológicas como fisioterapia e acupuntura são importantes na redução da dor.

A endometriose afeta quantas mulheres no Brasil?

A doença afeta aproximadamente 10% das mulheres em idade reprodutiva, sendo que cerca de 90% delas convivem com dor pélvica contínua ou periódica.