Produto inédito no país utiliza látex sintético nacional e amplia a proteção sexual para pessoas com alergia ao material natural.
A Inaltex, uma indústria brasileira de preservativos com sede em São Roque, no interior de São Paulo, acaba de lançar no mercado o Prosex Pro. Este novo preservativo lubrificado se destaca por não conter látex natural em sua composição, oferecendo uma alternativa essencial para um segmento específico da população brasileira.
Fabricado com látex sintético de poliisopreno, o Prosex Pro utiliza o insumo Cariflex, produzido no Brasil, em uma unidade da Cariflex em Paulínia, também em São Paulo. Este lançamento posiciona a Inaltex como a primeira fábrica no país a desenvolver e produzir esse tipo de preservativo em território nacional, marcando um avanço significativo para a indústria local.
A introdução do Prosex Pro tem como principal objetivo ampliar as opções de proteção sexual para indivíduos que possuem alergia ao látex natural. Segundo dados do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a prevalência de sensibilização ao látex na população geral é inferior a 1%, mas pode chegar a até 30% em grupos de risco, como profissionais de saúde e pacientes com histórico de múltiplas cirurgias.
Prosex Pro: tecnologia e segurança para todos
O Prosex Pro é fabricado sem borracha natural, garantindo segurança para usuários alérgicos. O processo de produção inclui um rigoroso teste eletrônico unidade a unidade antes da embalagem, um procedimento de controle de qualidade já estabelecido pela Inaltex em toda a sua linha de preservativos lubrificados. Essa medida assegura a integridade e a eficácia de cada produto que chega às mãos do consumidor.
A decisão de investir na produção nacional de preservativos sem látex sintético reforça o compromisso da Inaltex com a saúde pública e a inovação. Ao oferecer uma opção totalmente produzida no Brasil, a empresa não só atende a uma demanda de saúde específica, mas também contribui para a autonomia tecnológica do país neste setor.
O mercado de preservativos e a importância da produção nacional
O lançamento do Prosex Pro ocorre em um contexto de elevada dependência de importação no Brasil. Estimativas do setor indicam que cerca de 95% dos preservativos comercializados no país são importados. Este cenário evidencia a importância de iniciativas como a da Inaltex para fortalecer a indústria nacional e reduzir a vulnerabilidade do mercado a flutuações externas.
De acordo com a consultoria IQVIA (MAT 2026), o mercado brasileiro de preservativos no canal farmacêutico movimentou R$ 704,9 milhões em 2026, apresentando um crescimento acumulado de 37% em cinco anos. A categoria de saúde sexual e masculina ocupa a nona posição entre os segmentos de Consumer Health e é a única com crescimento consistente de mercado dentro do canal farma, demonstrando o dinamismo e a relevância do setor.
A história da Inaltex e o resgate da fabricação brasileira
A trajetória da fábrica em São Roque, onde a Inaltex está sediada, remonta a 1969, quando a produção da marca Olla teve início. Ao longo das décadas, a fábrica passou por diferentes controladores, sendo vendida ao grupo Hypermarcas em 2009 e à Reckitt Benckiser em 2017. Em 2019, a Reckitt encerrou a fabricação de preservativos e gel lubrificante no Brasil, optando pela importação.
Em um movimento para resgatar a produção nacional, José Araújo e seu filho Denis Araújo reabriram a fábrica em 2020 no mesmo endereço, fundando a Inaltex. Com isso, as marcas Prosex, Oba e Prelude voltaram ao mercado. A unidade, com 16 mil m², possui laboratório microbiológico próprio, credenciamento junto ao Falcão Bauer (Centro Tecnológico de Controle da Qualidade) e certificações Anvisa de Boas Práticas de Fabricação e ISO 9001.
A Inaltex é responsável por cerca de 60% da capacidade produtiva instalada do mercado nacional de preservativos, com uma produção de mais de 200 unidades por minuto. Atualmente, a empresa soma 17 registros ativos na Anvisa, distribuídos entre suas marcas. Denis Araújo, presidente da Inaltex, enfatiza a relevância do lançamento: “Produzir o Prosex Pro no Brasil, com matéria-prima nacional, tira essa tecnologia da dependência de importação e garante mais uma opção segura para quem tem alergia ao látex natural. É a indústria nacional resolvendo um problema de saúde pública.”
Perguntas Frequentes
O que é o preservativo Prosex Pro?
O Prosex Pro é um preservativo lubrificado lançado pela Inaltex, uma empresa brasileira, que não contém látex natural em sua formulação. Ele é fabricado com látex sintético de poliisopreno, o que o torna uma opção segura para pessoas com alergia ao látex.
Onde o Prosex Pro é fabricado?
O Prosex Pro é fabricado no Brasil pela Inaltex, na sua unidade em São Roque (SP). O insumo, látex sintético Cariflex, também é produzido em território nacional, em Paulínia (SP).
Quem se beneficia com o lançamento do Prosex Pro?
Principalmente, pessoas com alergia ao látex natural se beneficiam, pois o Prosex Pro oferece uma alternativa segura para a proteção sexual. Além disso, o lançamento fortalece a indústria nacional e reduz a dependência de importação de preservativos no Brasil.
Qual a importância da produção de preservativos no Brasil?
A produção nacional de preservativos, como o Prosex Pro pela Inaltex, é fundamental para reduzir a dependência de importações (que correspondem a cerca de 95% do mercado), fortalecer a economia local e garantir o acesso a produtos de saúde sexual com mais autonomia e segurança para a população brasileira.
O preservativo Prosex Pro passa por controle de qualidade?
Sim, o Prosex Pro, assim como toda a linha de preservativos lubrificados da Inaltex, passa por um rigoroso teste eletrônico unidade a unidade antes de ser embalado. Além disso, a fábrica possui certificação Anvisa de Boas Práticas de Fabricação e ISO 9001.
