Dezessete em cada vinte hospitais brasileiros ainda enfrentam limitações para expandir o uso de tecnologias avançadas
A inteligência artificial (IA) está transformando a assistência à saúde, mas seu avanço no território nacional sofre contramedidas devido a alto custo e desafios na infraestrutura. O estudo global "State of AI in the Enterprise", da Deloitte, revela que 85% das organizações do setor investiram em IA, mas apenas 29% já têm aplicações significativas.
Custo alto e infraestrutura
Luis Fernando Joaquim, sócio-líder para a indústria de Life Sciences & Health Care da Deloitte, destaca que as dificuldades variam: questões de governança, capacitação e integração de sistemas são comuns. Para ele, a questão primordial é econômica, o alto custo dos modelos de IA impedindo sua ampla implementação.
Mátria e casos avançados
No entanto, há exemplos de instituições que já tiraram proveito do potencial da AI. O Hospital Israelita Albert Einstein utiliza a tecnologia para diagnósticos mais precisos, enquanto o Instituto Doce Sonho aplica IA em pesquisas clínicas de terapia gene. As iniciativas contam com suporte estrutural do ministério e agências de pesquisa, mas continuam pontuais.
Promessa e desafios
Para alcançar os benefícios plenos da IA na saúde, especialistas indicam investimentos a longo prazo em educação e governança. "A transição para a implementação em larga escala exige mudanças estruturais e de processos", afirma Joaquim.
Perguntas Frequentes
Qual é o custo médio de implementação de IA na saúde?
O custo varia, mas os modelos mais avançados podem superar R$ 10 milhões em investimentos iniciais e gastos anuais consideráveis.
Quais são as áreas prioritárias para integração de IA na assistência à saúde?
Suporte à decisão clínica, diagnósticos por imagem e automação de processos são prioridades nos hospitais e planos saudáveis.
