Desmatamento e falta de investimento na ciência aumentam riscos de pandemias, diz especialista
O desmatamento intenso na Amazônia juntamente com uma historiada carência de recursos para a pesquisa biomédica eleva significativamente o perigo de novas doenças emergentes no Brasil e outros países, afirmou o professor Paulo Eduardo Brandão.
A combinação entre a degradação ambiental severa e as mudanças climáticas nos facilita o avanço viral, explicou. Essas alterações afetam o habitat natural dos animais silvestres, provocando migrações indesejadas que aumentam o contato da população humana com novos patógenos.
Vírus de maior perigo
Especialmente preocupante são os vírus que a população ainda não possui imunidade natural ou vacinas, como a influenza, do coronavírus (correspondente ao SARS-CoV-2 da pandemia passada) e o Nipah.
Spillover: quando patógenos saltam da natureza para homens
O fenômeno do 'spillover', no termo de Brandão, refere-se a situações onde um microrganismo animal muda naturalmente seu hospedeiro e passa a atingir os seres humanos. Este processo tem contribuído para 73% da surgência de novas doenças infecciosas.
Perguntas Frequentes
Precisamos investir mais na pesquisa biomédica?
Sim, ampliar a pesquisa é crucial para detectar e prevenir futuras pandemias. O fortalecimento da vigilância genômica ajuda a monitorar os vírus em tempo real.
Há riscos específicos no Brasil?
No atual contexto de desmatamento e falta de recursos, sim. As regiões amazônicas são particularmente vulneráveis, já que são pontos de transição dos ecossistemas naturais para a humanização.
