Rio de Janeiro registra quase um terço dos casos de exercício ilegal da medicina no Brasil
O Rio de Janeiro lidera o ranking nacional com quase um terço (31,7%) das ocorrências de exercício ilegal da medicina entre 2012 e 2023, segundo dados do Conselho Federal de Medicina (CFM).
Os registros envolvem procedimentos estéticos invasivos realizados por pessoas não habilitadas ou sem a autorização legal necessária. A Regional da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP-RJ) pontua os perigos dessas práticas e apela para vigilância cidadã.
Denúncias e cuidados
A SBCP-RJ ressalta que, além da legalidade, a realização de procedimentos invasivos requer avaliação clínica adequada. Muitos estabelecimentos privados de estética não reúnem as medidas básicas de segurança necessárias para esses tratamentos.
Consequências graves
Médicos e a própria Polícia Civil alertam que, quando realizados por não profissionais, tais procedimentos podem causar infecções sérias, deformidades permanentes e até morte. A população é incentivada a denunciar irregularidades à Defensoria Pública do Estado ou ao Ministério Público.
Não há garantia
Tanto pacientes quanto profissionais são convidados a acessar os conselhos de medicina para verificar se o médico oferecido é realmente habilitado.
Perguntas Frequentes
Quais são os procedimentos considerados invasivos no exercício ilegal da medicina?
São procedimentos estéticos que exigem cirurgia, como plastia facial e corpo, lipoaspiração e implantes eletivos.
Pode um dentista realizar um estético, por exemplo?
Não. A medicina cirúrgica é uma especialidade distinta, requerendo formação específica além da odontologia.
Quais são os riscos de procurar um profissional não habilitado para um procedimento invasivo?
Pode resultar em sequelas permanentes, infecções e até morte.
