Mapa da Desigualdade mostra contraste: esperança de vida varia até 24 anos entre distritos

Nova edição do Mapa da Desigualdade, elaborado pelo Instituto Cidades Sustentáveis e Rede Nossa São Paulo, revela contrastes impressionantes na saúde entre distritos paulistas.

O estudo, que analiza indicadores socioeconômicos desde 2013, destaca uma disparidade acentuada, com moradores de bairros centrais vivendo até 9 anos a mais em comparação aos periféricos. O abismo é mais evidente na expectativa de vida.

Moradias doentes: baixo acesso à saúde na periferia

Números surpreendentes mostram que, enquanto distritos centrais e nobres de São Paulo ultrapassaram 75 a 80 anos de esperança de vida, regiões como Ana Rosa e Cidade Tiradentes atingem apenas metade desse registrado em bairros centrais.

Baixa cobertura vacinal no extremo

Com base no Mapa da Desigualdade, distritos periféricos como Vila Medeiros continuam com baixíssima cobertura vacinal: 20,07 versus a média de 85% em áreas centrais.

Cidade dividida pelo sistema de saúde

Nas regiões nobres, acesso fácil e rápido a hospitais de alta complexidade. Já periferias dependem fortemente das unidades locais com filas e espera prolongada para atendimento.

Perguntas Frequentes

Tenho chances de melhorar minha expectativa de vida se mudar para um bairro nobre?

Sim, estudos mostram que moradores de bairros centrais vivem, em média, 20 anos a mais do que no extremo da cidade.

Qual é o indicador mais crítico na saúde periférica?

A baixa cobertura vacinal é um dos maiores obstáculos, resultando na maior mortalidade infantil e materna nos distritos mais afetados.