Resultados do segundo trimestre de 2026 da Dasa mostram uma redução de 92% no prejuízo líquido e crescimento expressivo na divisão de diagnósticos.

A Dasa, uma das maiores empresas de saúde integrada do Brasil, anunciou um balanço financeiro robusto para o segundo trimestre de 2026, marcando um período de forte recuperação e crescimento. A companhia reportou um aumento de 53% no EBITDA consolidado, atingindo R$ 446 milhões, e gerou R$ 292 milhões em caixa livre.

Este trimestre completa doze meses de operação sob o perímetro operacional atual e reflete uma série de tendências positivas. Houve crescimento notável na área de diagnósticos, otimização da eficiência operacional e uma expansão significativa de margem, sinalizando a retomada consistente da geração de caixa.

Além dos números expressivos, a Dasa conseguiu reduzir seu prejuízo líquido em 92%, passando de R$ 454 milhões no segundo trimestre de 2025 para R$ 35 milhões no mesmo período de 2026. A estratégia por trás desses resultados, segundo o CEO da Dasa, Rafael Lucchesi, é um conjunto de ações contínuas e coordenadas.

Crescimento Consistente e Otimização da Operação da Dasa

O EBITDA consolidado da Dasa alcançou R$ 446 milhões, representando um avanço de 53% em relação ao 2T25, considerando um escopo comparável. A margem EBITDA expandiu em 5,8 pontos percentuais, chegando a 20,1%. A receita bruta consolidada também registrou alta, somando R$ 2,4 bilhões, um crescimento de 8% na mesma base comparável.

Esse desempenho positivo é resultado da combinação de crescimento de receita, ganhos de eficiência operacional e maior utilização da capacidade instalada. A empresa processou 10,6 milhões de exames adicionais comparado ao 2T25, ao mesmo tempo em que aprimorou sua rede e produtividade. As despesas gerais, administrativas e comerciais tiveram uma redução de 25,4%, totalizando R$ 279 milhões.

Rafael Lucchesi, CEO da Dasa, enfatizou a importância da disciplina estratégica para os resultados: “Não existe um único movimento-chave na nossa estratégia. Existe um conjunto de alavancas que repetimos trimestre após trimestre, com coerência e consistência: mais exames, B2B, atendimento domiciliar e premium crescendo, eficiência operacional em cada etapa da jornada e a capacidade instalada rendendo mais. É essa disciplina que sustenta a retomada da geração de caixa da companhia”.

Avanço na Geração de Caixa e Redução de Dívidas da Dasa

A retomada da geração de caixa da Dasa foi um dos destaques do trimestre, totalizando R$ 347 milhões, um salto considerável em comparação com os R$ 44 milhões do 2T25. O fluxo de caixa livre atingiu R$ 292 milhões, mesmo após um investimento de R$ 55 milhões. O ciclo de conversão de caixa encerrou junho em 59 dias, uma melhoria de sete dias em relação à base comparável.

A saúde financeira da Dasa também se refletiu na redução da dívida. A dívida financeira bruta diminuiu 21,2% em doze meses, fixando-se em R$ 6,4 bilhões. A dívida líquida, que inclui aquisições a pagar e antecipação de recebíveis, recuou 23,4%, para R$ 5,6 bilhões. A alavancagem manteve sua trajetória de queda, passando de 3,13x no 4T25 para 2,91x no 2T26.

Em julho, a Dasa concluiu a 23ª emissão de debêntures, captando R$ 700 milhões, e realizou o resgate antecipado da 16ª emissão, assegurando o cumprimento das obrigações com vencimento em 2026 e 2027.

Desempenho da Divisão de Diagnósticos e Estratégias de Mercado

A divisão de Diagnósticos, o cerne do negócio da Dasa, registrou uma receita bruta de R$ 2,2 bilhões, um aumento de 9,2% sobre a base comparável. O volume de exames chegou a 119,7 milhões no trimestre, com destaque para o segmento B2B, que respondeu por 70,5 milhões (alta de 13,2%), e o ambulatorial, com 49,2 milhões (alta de 5,1%). O lucro bruto ajustado da área alcançou R$ 675 milhões, crescimento de 3,9%.

A Dasa está presente em todo o Brasil com mais de 40 marcas e conta com uma rede de mais de 350 mil médicos parceiros, atendendo mais de 20 milhões de pessoas por ano. O canal B2B, que conecta a companhia a laboratórios parceiros, e o atendimento domiciliar são pilares de expansão que ampliam o acesso ao diagnóstico. O crescimento do B2B foi impulsionado por ganhos de eficiência, como a renovação tecnológica dos Núcleos Técnico-Operacionais e a revisão da malha logística.

No setor ambulatorial, o desempenho positivo veio da expansão do segmento premium, com um ticket médio de R$ 35,30, alta de 3,4%. A Dasa encerrou junho com 833 unidades de atendimento, fruto de um processo de qualificação da rede que combinou o encerramento seletivo de operações de menor desempenho com o reforço das unidades de maior potencial. Os investimentos do trimestre totalizaram R$ 59 milhões, sendo R$ 31 milhões direcionados à tecnologia. A Dasa também retomou a divulgação do NPS (Net Promoter Score), registrando 71,1 no trimestre e 74,3 em julho.

Rafael Lucchesi explicou a gestão de margem: “Fizemos uma gestão estratégica da margem neste trimestre. Crescer em B2B e modernizar nossos núcleos técnico-operacionais pressiona a margem no curto prazo, mas o ganho aparece maior adiante, na eficiência operacional e na alavancagem. A liderança que temos hoje se sustenta em alcance e em excelência médica, e é isso que protegemos em cada decisão. Entregamos resultado no presente, com consistência entre o que anunciamos e o que executamos, e com a companhia preparada para atuar com força no futuro”.

Desempenho dos Hospitais e Oncologia Nordeste

O segmento de Hospitais e Oncologia Nordeste, que representa menos de 10% da receita bruta consolidada, registrou receita de R$ 208 milhões, uma queda de 4%. Essa redução deve-se principalmente à menor receita em Oncologia, parcialmente compensada pelo crescimento na área de Hospitais. Apesar da queda na receita bruta, a rentabilidade do segmento avançou: o lucro bruto ajustado atingiu R$ 61 milhões, uma alta de 4,2%, com margem de 32,0%, expansão de 1,5 p.p.

No Hospital da Bahia, a taxa de ocupação atingiu 83,7%, um avanço de 7,1 pontos percentuais em doze meses, com 6,2% mais pacientes-dia e uma otimização de 2,8% menos leitos ativos. Já na Rede Américas, uma joint venture onde a Dasa detém 50%, a receita líquida somou R$ 3,2 bilhões, alta de 12,4%, e o EBITDA chegou a R$ 441 milhões, um crescimento de 38,6%. A margem bruta da Rede Américas também subiu, de 12,6% para 18,5%, e a alavancagem caiu de 2,74x para 1,69x.

Perguntas Frequentes

O que impulsionou o crescimento do EBITDA da Dasa no 2T26?

O crescimento de 53% no EBITDA da Dasa foi impulsionado por uma combinação de aumento da receita bruta, ganhos de eficiência operacional, maior utilização da capacidade instalada e uma gestão disciplinada de custos e despesas.

Qual foi o desempenho da divisão de Diagnósticos da Dasa?

A divisão de Diagnósticos da Dasa, o core do negócio, registrou um forte crescimento de 9,2% na receita bruta, atingindo R$ 2,2 bilhões, com um volume total de 119,7 milhões de exames, impulsionado pelo B2B e atendimento domiciliar.

Como a Dasa melhorou sua geração de caixa e reduziu dívidas?

A Dasa retomou a geração de caixa com R$ 347 milhões e um fluxo de caixa livre de R$ 292 milhões. A empresa também reduziu sua dívida financeira bruta em 21,2% e a dívida líquida em 23,4% em doze meses, melhorando sua alavancagem.

O que significa a queda na receita de Hospitais e Oncologia Nordeste?

A queda de 4% na receita do segmento de Hospitais e Oncologia Nordeste se deve principalmente à menor receita em Oncologia. Contudo, o segmento demonstrou maior rentabilidade, com lucro bruto ajustado crescendo 4,2% e margem expandindo em 1,5 p.p.