Crítica à venda de medicamentos em condomínios
O Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP) anunciou nesta semana a intenção de denunciar o fornecimento de remédios em máquinas automáticas localizadas nas áreas comuns dos prédios, após fiscalizações realizadas in loco na capital e região metropolitana.
De acordo com levantamentos da entidade em São Paulo, Guarulhos, Santo André e São Bernardo do Campo, os equipamentos permitem a compra irrestrita de medicamentos sem verificação de idade ou controle da quantidade a ser consumida. A presidente Luciana Canetto alertou: 'Medicamentos arejados podem causar danos graves à saúde física e mental'.
A violação da lei
São Paulo – A Anvisa já se posicionou contra o sistema, reforçando que a dispensação de remédios deve ocorrer apenas em estabelecimentos credenciados como farmácias e drogarias. A empresa responsável pelas máquinas também foi notificada.
Investigação do MPSP
Considerando os riscos à saúde pública, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) instaurou um procedimento para apurar os fatos e iniciar eventuais ações judiciais contra as partes envolvidas. Além das empresas, órgãos de vigilância sanitária local foram convocados a participar da investigação.
Perguntas Frequentes
Qual o risco na venda de medicamentos em condomínios?
A presidente do CRF-SP, Luciana Canetto, destacou que 'mesmo medicamentos isentos de prescrição podem causar danos'. As automedicações sem controle aumentam o risco de intoxicações e reações adversas.
Por qual motivo a Anvisa proibiu a comercialização?
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já se manifestou formalmente contra a prática e ressaltou que máquinas automáticas não podem dispensar medicamentos, apenas registrar a venda.
Como funciona o funcionamento dessa máquina em condomínios?
Os equipamentos permitem a compra de remédios independentemente dos limites estabelecidos para cada medicação, sem verificação da identidade ou controle sobre a quantidade a ser adquirida, expôs o CRF-SP.
