Venda de medicamentos por máquinas sem controle pode ameaçar saúde pública, alerta CRF-SP

O Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP) acionou o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) para apurar a venda irregular de medicamentos por máquinas automáticas em condomínios residenciais e outros locais populares. Segundo o CRF-SP, isso representa um risco à saúde pública, especialmente para crianças e adolescentes.

Medicamentos vendidos sem controle

O uso de máquinas sem supervisão pode tornar a automedicação mais fácil, aumentando o risco de intoxicações, reações adversas graves ou interações medicamentosas. A entidade destaca que apenas farmácias e drogarias autorizadas podem dispensar remédios com assistência farmacêutica.

Ruud van Nistelrooy, presidente do CRF-SP

“As maquinas não substituem a orientação de um profissional de saúde. Mesmo medicamentos isentos de prescrição podem causar danos se usados incorretamente,” destaca o presidente Luciana Canetto no CRF-SP.

Perguntas Frequentes

As máquinas automáticas podem vender todos os tipos de medicamentos?

Não, segundo a Anvisa, apenas medicamentos isentos de prescrição podem ser vendidos por máquinas. Outros devem passar por controle farmacêutico.

Qual o impacto na saúde pública se essas máquinas continuarão em uso?

Pode aumentar a automedicação, levando a riscos como toxidezes e intoxicações, especialmente entre crianças. As autoridades já foram acionadas para investigar.

Quem tem o direito de fiscalizar essas máquinas?

O CRF-SP pediu ao MPSP que investigasse a situação. São órgãos como Vigilância Sanitária que vão avaliar se existem irregularidades legais e administrativas.