Medicamento oral à base de rizatriptana promete alívio rápido da dor em crises agudas e já está disponível em farmácias.
O mercado farmacêutico brasileiro ganha um novo aliado no combate às crises de enxaqueca. O medicamento Aurom, desenvolvido pela indústria Prati-Donaduzzi, já está disponível para o tratamento agudo de episódios de enxaqueca, seja ela acompanhada ou não de aura.
Apresentado em comprimidos de 10 mg, o Aurom é um medicamento de uso oral e destinado a adultos. Ele é classificado como similar equivalente ao medicamento de referência, oferecendo mais uma opção com eficácia comprovada para quem busca alívio da dor intensa.
Sua formulação contém 14,53 mg de benzoato de rizatriptana, correspondente a 10 mg de rizatriptana, o princípio ativo responsável pela ação terapêutica. O produto é comercializado em embalagens com 2, 4 ou 8 comprimidos, exigindo prescrição médica para sua aquisição.
Como o Aurom age no combate à enxaqueca
A rizatriptana, princípio ativo do Aurom, atua como um agonista serotoninérgico. Isso significa que ela age seletivamente em receptores específicos do cérebro, conhecidos como 5-HT1B e 5-HT1D.
A ação nesses receptores resulta na constrição seletiva das artérias intracranianas extracerebrais (5-HT1B) e na inibição de vias sensoriais cranianas (5-HT1D). Esse mecanismo combinado ajuda a reverter os processos que desencadeiam a dor e outros sintomas da enxaqueca.
Após a administração oral, a rizatriptana é rapidamente e completamente absorvida pelo organismo, com biodisponibilidade oral média de aproximadamente 40% a 45%. As concentrações máximas no plasma são atingidas em cerca de 1 a 1,5 hora, e a meia-vida plasmática média é de 2 a 3 horas.
Eficácia do tratamento com rizatriptana
A eficácia do benzoato de rizatriptana foi amplamente demonstrada em quatro estudos multicêntricos controlados por placebo, que envolveram mais de três mil pacientes com enxaqueca. Os resultados indicaram uma significativa redução da cefaleia, dos sintomas associados e da incapacidade funcional.
O alívio da dor de cabeça pode ser observado já a partir de 30 minutos após a administração do medicamento. Em dados apresentados para duas horas após o tratamento, a taxa de alívio da cefaleia foi de 71% entre os pacientes que receberam a dose de 10 mg, em comparação com 35% no grupo placebo. Para a ausência completa de dor, os índices foram de 42% para 10 mg, contra 10% com placebo.
Dose e precauções importantes do Aurom
A dose recomendada de Aurom é de 10 mg. Se houver necessidade de uma segunda dose, ela deve ser administrada respeitando um intervalo mínimo de duas horas. A dose total em um período de 24 horas não deve ultrapassar 30 mg, para garantir a segurança do paciente.
É crucial estar atento a uma particularidade: para pacientes em tratamento com propranolol, a bula determina uma dose de 5 mg de benzoato de rizatriptana. No entanto, como essa apresentação de 5 mg não está disponível no Brasil, pacientes que utilizam propranolol não devem fazer uso do benzoato de rizatriptana (Aurom).
Contraindicações e efeitos colaterais comuns
O medicamento Aurom possui contraindicações importantes que devem ser rigorosamente observadas. Ele não deve ser utilizado por pacientes com hipersensibilidade à rizatriptana ou a qualquer componente da formulação. Também é contraindicado o uso concomitante de inibidores da monoaminoxidase (IMAOs), para pessoas com hipertensão não controlada, doença arterial coronariana estabelecida, histórico de acidente vascular cerebral (AVC) ou ataque isquêmico transitório (AIT) e doença vascular periférica.
O uso de Aurom deve ser restrito a casos onde o diagnóstico de enxaqueca esteja claramente estabelecido, não sendo indicado para enxaqueca basilar, hemiplégica ou cefaleias atípicas que possam indicar condições clínicas mais graves. Não se recomenda o uso simultâneo com outros agonistas dos receptores 5-HT1B/1D, nem a administração com medicamentos semelhantes à ergotamina em um intervalo inferior a seis horas.
Entre as reações adversas consideradas muito comuns, ocorrendo em pelo menos 10% dos pacientes, estão tontura, sonolência e astenia/fadiga. Outras reações incluem dor torácica, dor abdominal, palpitação, taquicardia, náuseas, vômitos, boca seca, diarreia, vertigem, tremor e visão embaçada. Em casos muito raros, após a comercialização, foram reportados eventos como isquemia miocárdica, infarto do miocárdio, AVC, reações de hipersensibilidade, síndrome serotoninérgica, convulsão e alterações no ECG.
Perguntas Frequentes
O que é Aurom e para que serve?
Aurom é um medicamento da Prati-Donaduzzi, à base de benzoato de rizatriptana 10 mg, indicado para o tratamento agudo de crises de enxaqueca em adultos, com ou sem aura. Ele age rapidamente para aliviar a dor e os sintomas associados.
Qual a dose recomendada de Aurom para enxaqueca?
A dose recomendada é de um comprimido de 10 mg. Se necessário, uma segunda dose pode ser tomada após duas horas. A dose máxima em 24 horas não deve ultrapassar 30 mg. Pacientes que usam propranolol não devem usar Aurom, pois a apresentação de 5 mg não está disponível no Brasil.
Quem não pode usar o medicamento Aurom?
Aurom é contraindicado para pessoas com hipersensibilidade à fórmula, uso de inibidores da monoaminoxidase (IMAOs), hipertensão não controlada, doença arterial coronariana, histórico de AVC ou AIT, e doença vascular periférica. Não é indicado para enxaqueca basilar, hemiplégica ou cefaleias atípicas.
O Aurom tem efeitos colaterais?
Sim, o Aurom pode causar efeitos colaterais. Os muito comuns (≥10% dos pacientes) incluem tontura, sonolência e fadiga. Outras reações como náuseas, vômitos e visão embaçada também foram relatadas. Eventos mais graves são muito raros e observados no período pós-comercialização.
