Start-Up paulista identifica 129 novos alvos terapêuticos para Alzheimer
Nova pesquisa, conduzida pela BioDecision Analytics, localizou 129 alvos de tratamento promissores na doença que atinge mais de 57 milhões no mundo.
O estudo, apresentado na AD/PD International Conference em Copenhague, desafia a abordagem tradicional do Alzheimer, que se limitava a um único alvo principal.
Segundo Rodrigo Araldi, fundador da BioDecision, o método adotado permite uma análise mais precisa de diferentes regiões cerebrais e deixa à vista os inéditos genes ligados ao Alzheimer,
Pesquisa revolução terapias para Alzheimer
O projeto, realizado com 2.870 amostras de tecido cerebral e sangue, identificou mais de 4.200 genes alterados em pacientes comparado a pessoas saudáveis.
Nesse sentido, o Alzheimer tem dois grupos principais de genes: novas possibilidades de tratamento na plasticidade dos neurônios, e marcadores biológicos para diagnóstico via exame de sangue.
Segregação do cérebro pelo estudo
A BioDecision utiliza a plataforma BDASeq® que combina oito técnicas estatísticas consagradas com inteligência artificial. Dessa forma, separam os dados genéticos das variáveis de idade e sexo,
O resultado: doze alvos terapêuticos promissores e vinte e um genes com precisão superior a 90% que poderiam ser usados em exames diagnósticos.
Democratização da pesquisa genética
A BioDecision planeja democratizar o acesso a seus algoritmos de análise via nuvem, suporte do Google Cloud, com acesso pago a partir de agosto de 2026.
- Mesmo laboratórios menores poderão realizar análises genéticas sem ter que possuir supercomputadores
Perguntas Frequentes
1) O estudo identificou quantos alvos terapêuticos?. De acordo com a BioDecision, foram identificados 129 novos alvos terapêuticos para o Alzheimer.
2) Existe já algum diagnóstico de Alzheimer via exame de sangue?. Atualmente, não há diagnósticos certeiros de Alzheimer pelo sangue. Entretanto, essa pesquisa abre possibilidades nesse sentido.
3) Como a democratização vai beneficiar os laboratórios menores no Brasil?. A iniciativa permite que laboratórios com menor capacidade tecnológica consigam realizar análises genéticas de ponta sem precisar investir em infraestrutura própria para computação avançada.
