Levantamento aponta queda geral em exames e avanço na faixa de 40 a 49 anos no Brasil

Um levantamento recente acendeu um alerta importante para a saúde feminina durante o mês de campanha do Outubro Rosa no Brasil. A pesquisa comparou o período de janeiro a julho de 2024 com o mesmo período de 2026, revelando um cenário preocupante na realização de exames preventivos.

Enquanto houve avanço em uma faixa etária mais jovem, os dados demonstraram uma retração expressiva justamente no público-alvo prioritário das políticas públicas de rastreamento do câncer de mama. A análise também detalhou mudanças significativas no perfil dos procedimentos médicos solicitados.

As informações foram obtidas por meio de um estudo da Fundação Integrada de Diagnóstico, Pesquisa, Educação e Inovação em Saúde, conforme informação divulgada por Medicina SA.

Queda em mamografias de rastreamento

O levantamento da FIDI revelou dois movimentos opostos na realização do procedimento no país. Enquanto os exames cresceram 28,1% entre mulheres de 40 a 49 anos, o volume caiu mais de 20% entre aquelas de 50 a 69 anos.

Essa oscilação aconteceu na contramão do volume geral de mamografias, que apresentou queda de aproximadamente 11%. Para a médica radiologista Vivian Milani, especialista em mama, ampliar o acesso exige conscientização sobre a manutenção do cuidado.

Importância do diagnóstico precoce

Segundo a especialista Vivian Milani, a mamografia é um pilar indispensável da saúde por identificar alterações antes mesmo dos sintomas. O rastreamento populacional segue recomendado a cada dois anos entre 50 e 74 anos.

A publicação Estimativa 2026 do INCA projeta 78.610 novos casos anuais da doença no país. O câncer de mama representa cerca de 30% dos tumores femininos, reforçando a necessidade vital da periodicidade correta.

Crescimento de exames diagnósticos

O levantamento indicou ainda que os exames diagnósticos superaram em 5,1% o total de todo o ano de 2025. Esse tipo é voltado para esclarecer alterações percebidas pela paciente ou identificadas por médicos.

O rastreamento continua predominante, respondendo por 97,2% dos exames. A médica reforça que sinais como nódulos, secreções ou alterações na pele devem ser investigados imediatamente, sem aguardar a rotina.

Perguntas Frequentes

Por que caiu a mamografia entre 50 e 69 anos?

O levantamento apontou uma queda de mais de 20% nessa faixa etária, o que preocupa especialistas devido à importância do rastreamento periódico para redução da mortalidade.

Qual a recomendação para o rastreamento do câncer de mama?

A orientação oficial para o rastreamento populacional é realizar a mamografia a cada dois anos entre 50 e 74 anos, faixa com evidências consolidadas de eficácia.

Quais sintomas exigem uma mamografia diagnóstica?

Alterações como nódulo endurecido, secreção com sangue pelo mamilo, retração da pele ou inflamação persistente devem ser avaliadas imediatamente por um médico.