Queda de 54% nas internações por AVC em Itaquera e Penha destaca o sucesso de projeto de hipertensão em São Paulo.
Uma iniciativa multissetorial voltada para o controle da pressão arterial em São Paulo resultou em uma queda expressiva nas hospitalizações por problemas neurológicos graves, conforme informação divulgada por Medicina SA.
O estudo avaliou dados de moradores em duas regiões da zona leste da capital paulista entre 2016 e 2021, demonstrando os impactos positivos da atuação na atenção primária à saúde.
A pesquisa detalha como o rastreamento adequado e o manejo contínuo da pressão alta mudaram o cenário clínico local, superando a média registrada no restante da cidade.
Controle da hipertensão na atenção primária
O projeto CARDIO, desenvolvido em parceria com governos e entidades como a Sociedade Brasileira de Cardiologia, foca na qualificação do atendimento nas unidades básicas de saúde.
A execução do programa na capital é realizada pela BP, A Beneficência Portuguesa de São Paulo, com o apoio fundamental da Umane no fortalecimento da gestão local.
Segundo Fernando Ribas, cardiologista da BP e coordenador da iniciativa, o objetivo é reduzir a pressão e prevenir complicações como o acidente vascular cerebral.
Queda nas taxas de internação em São Paulo
A análise de 4.491 hospitalizações obtidas pelo DATASUS revelou uma redução média de 54% nas taxas padronizadas de internação por acidente vascular cerebral nos distritos avaliados.
Em Itaquera, a queda foi de 60%, enquanto no distrito da Penha a redução atingiu 48% no período analisado entre os anos de 2016 e 2021.
Além disso, o risco de hospitalização por acidente vascular cerebral foi 24,5% menor na região conjunta do que na média geral do restante da cidade de São Paulo.
Redução na mortalidade hospitalar
Os pesquisadores também identificaram uma diminuição significativa nas taxas de mortalidade hospitalar por acidente vascular cerebral calculadas em relação à população total.
Em Itaquera, a queda nas mortes chegou a 40%, ao passo que no distrito da Penha a redução registrada foi de 45% ao longo dos anos avaliados.
Para Álvaro Avezum, cardiologista da Sociedade Brasileira de Cardiologia, garantir o tratamento contínuo é fundamental para evitar as graves consequências da hipertensão.
Impacto da prevenção em unidades de saúde
A iniciativa expandiu sua atuação e hoje está presente em 100% das unidades básicas de saúde do município, ampliando o acesso ao diagnóstico precoce.
Pesquisas anteriores já indicavam que as taxas de controle da hipertensão quase triplicaram nos dois primeiros anos de implementação do projeto na capital.
Mesmo com os desafios impostos pela pandemia de Covid-19, a tendência de redução de risco nas dinâmicas de saúde analisadas permaneceu inalterada.
Perguntas Frequentes
Qual foi a redução nas internações por AVC em São Paulo?
O estudo identificou uma redução média de 54% nas taxas de internação por acidente vascular cerebral padronizadas por idade nos distritos de Itaquera e Penha.
Quem coordena o projeto CARDIO na capital?
A iniciativa é coordenada pelo cardiologista Fernando Ribas, da BP, A Beneficência Portuguesa de São Paulo, com execução em parceria com a Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Como a hipertensão afeta o risco de AVC?
A hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco, e reduções na pressão podem diminuir entre 20% e 40% a chance de sofrer um acidente vascular cerebral.
Quais distritos paulistanos participaram da pesquisa?
A pesquisa analisou dados de saúde dos distritos de Itaquera e Penha, comparando os resultados com as demais regiões da cidade de São Paulo.

