Rede farmacêutica registra alta no lucro líquido ajustado, enquanto o BTG Pactual aponta ritmo mais fraco nas vendas.
A rede de farmácias Pague Menos encerrou o terceiro trimestre de 2026 com desempenho financeiro positivo, destacando expansão na rentabilidade e na geração de caixa, conforme balanço divulgado recentemente.
Apesar do avanço no lucro líquido ajustado, que chegou a R$ 96,3 milhões, analistas de mercado apontaram uma desaceleração no ritmo de crescimento das vendas nas mesmas lojas da companhia durante o período.
O cenário operacional foi influenciado por mudanças no mercado de medicamentos, conforme informação divulgada por panorama.
Desempenho financeiro e lucro líquido
O lucro líquido ajustado da empresa avançou 19,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado ficou 10% acima das estimativas do BTG Pactual, considerando o indicador antes do IFRS 16.
A receita bruta da companhia alcançou R$ 4,4 bilhões, registrando um crescimento de 6,9%. Já o EBITDA ajustado avançou 7,2%, atingindo o montante de R$ 278,8 milhões, com margem de 6,3% no trimestre.
Desaceleração das vendas mesmas lojas
As vendas nas mesmas lojas da rede cresceram 5,6%, apresentando desaceleração ante os 8% registrados no segundo trimestre. O movimento refletiu a menor contribuição dos medicamentos GLP-1 e a alta mais fraca nos produtos OTC.
Segundo o CEO Jonas Marques, os resultados refletem a consistência da estratégia de crescimento com disciplina financeira, mesmo em um ambiente de mercado considerado mais desafiador.
Impacto dos medicamentos GLP-1
A participação dos medicamentos GLP-1 nas receitas da Pague Menos chegou a 8,5%. A entrada de versões similares de semaglutida provocou um forte aumento de 209% no volume vendido entre o primeiro e o terceiro trimestre.
Em contrapartida ao salto no volume, a concorrência e a chegada de similares fizeram o preço médio da categoria recuar 54% no intervalo analisado pelo mercado.
Geração de caixa e alavancagem
O fluxo de caixa operacional da rede atingiu R$ 14,8 milhões, marca que representa mais de três vezes o volume registrado no terceiro trimestre do ano anterior, demonstrando maior eficiência financeira.
Como reflexo da melhora na gestão dos recursos, a alavancagem da companhia encerrou o período em 1,8 vez o EBITDA, mostrando recuo expressivo na comparação com as 2,5 vezes registradas um ano antes.
Perguntas Frequentes
Qual foi o lucro da Pague Menos no trimestre?
A Pague Menos encerrou o terceiro trimestre de 2026 com um lucro líquido ajustado de R$ 96,3 milhões, alta de 19,5% sobre o mesmo período do ano anterior.
Por que as vendas da Pague Menos desaceleraram?
A desaceleração refletiu a menor contribuição dos medicamentos GLP-1 e o ritmo mais fraco nas vendas dos produtos OTC, que avançaram 2,2%.
Como o preço da semaglutida afetou os resultados?
Após a entrada de versões similares de semaglutida, o volume vendido cresceu 209% entre o primeiro e o terceiro trimestre, enquanto o preço médio recuou 54%.
Qual é a situação da alavancagem da Pague Menos?
A alavancagem financeira da empresa encerrou o trimestre em 1,8 vez o EBITDA, ficando abaixo das 2,5 vezes registradas no mesmo período do ano anterior.

