Pesquisa global revela que lideranças e operações divergem sobre a maturidade da inteligência artificial no setor de saúde.
A inteligência artificial avança rapidamente nas comunicações corporativas, mas o setor de saúde enfrenta o desafio de escalar tecnologias sem comprometer a confiança. Uma nova pesquisa global realizada pela Sinch avaliou 2.527 líderes empresariais em dez países para entender os gargalos da adoção tecnológica.
O estudo aponta que, embora 62% das empresas já utilizem agentes de inteligência artificial em produção, a saúde apresenta a menor conversão de projetos piloto em operações escaláveis. Os dados detalham os impactos e os principais desafios enfrentados pelas organizações do setor, conforme informação divulgada por Medicina SA.
Para Mario Marchetti, CEO LATAM da Sinch, a lentidão não reflete desinteresse, mas a necessidade de cautela. Como a comunicação na saúde impacta diretamente a confiança humana, as ferramentas precisam ser seguras, preservar o contexto das conversas e garantir a privacidade dos pacientes em toda a jornada.
Desafios na governança de dados na saúde
A segurança e o compliance lideram as prioridades de investimento para 75% das organizações do setor avaliadas pela pesquisa global. Mesmo com altos investimentos em governança, 74% das empresas precisaram interromper agentes de inteligência artificial devido a falhas operacionais e riscos associados.
A exposição de dados pessoais foi o principal motivo de interrupção, citado por 31% dos entrevistados, seguida por alucinações e riscos à reputação da marca. Esses incidentes demonstram que a infraestrutura de segurança precisa ser robusta antes de qualquer expansão em larga escala.
Divergência entre C-levels e equipes técnicas
O estudo identifica uma lacuna significativa na percepção interna das empresas de saúde. Enquanto 36% dos executivos C-level consideram os guardrails totalmente maduros, apenas 18% dos diretores e gerentes responsáveis pela implementação compartilham dessa avaliação.
Essa diferença alerta para o risco de a alta gestão acreditar que a organização está preparada para escalar a tecnologia, enquanto os operadores enfrentam lacunas práticas. Além disso, 84% das equipes de engenharia dedicam metade do tempo a criar controles de segurança que deveriam vir embutidos na infraestrutura.
Expectativas financeiras e experiência do paciente
As expectativas sobre a redução de custos também geram divergências internas significativas. No setor de saúde, 34% dos executivos C-level esperam cortes superiores a 50%, enquanto apenas 12% dos diretores e gerentes acreditam nessa viabilidade financeira.
Para a Sinch, o foco principal deve ser a melhoria da jornada do paciente e a personalização do atendimento, e não apenas a economia. A preservação do contexto entre diferentes canais de atendimento, como chat e voz, é fundamental para evitar frustrações e manter a confiança na instituição.
Perguntas Frequentes
Qual é o índice de maturidade da IA na saúde entre C-levels?
O índice de maturidade considerado pelos executivos C-level do setor de saúde é de 36%, conforme revela a pesquisa global da Sinch.
Por que o setor de saúde tem menor conversão de IA para produção?
O setor enfrenta o desafio de transformar o potencial tecnológico em aplicações escaláveis sem comprometer a confiança, a privacidade e a segurança dos pacientes.
Quais são os principais motivos para interrupção de agentes de IA?
As principais causas de paralisação incluem a exposição de dados pessoais de clientes e problemas com alucinações ou riscos à imagem da marca.
O que aponta a pesquisa da Sinch sobre redução de custos?
Cerca de 34% dos C-levels esperam reduções de custos superiores a 50%, enquanto apenas 12% dos diretores e gerentes compartilham dessa mesma expectativa.

