Relatório da McKinsey aponta avanços da inteligência artificial na oncologia para diagnósticos e terapias

A sexta edição do Technology Trends Outlook 2026, relatório publicado em setembro pela consultoria McKinsey, identificou que a inteligência artificial está transformando o setor de saúde, especialmente a oncologia, conforme informação divulgada por Saude Business.

A convergência entre algoritmos avançados, robótica e bioengenharia cria uma nova etapa no diagnóstico e planejamento de tratamentos, integrando análise de exames, dados genéticos e desenvolvimento de medicamentos inovadores.

Apesar do ritmo acelerado das descobertas científicas, especialistas apontam que a incorporação dessas tecnologias na prática clínica brasileira ainda enfrenta desafios estruturais, financeiros e regulatórios significativos.

Impacto da inteligência artificial na cirurgia robótica

O avanço da inteligência artificial física permite que máquinas interpretem ambientes e executem tarefas com autonomia crescente, destacando os hospitais como nova fronteira de expansão tecnológica.

A cirurgia robótica já é realidade em procedimentos oncológicos complexos, oferecendo visão tridimensional ampliada e instrumentos articulados para técnicas minimamente invasivas que favorecem a recuperação.

Sistemas atuais não operam sozinhos, pois o cirurgião controla os instrumentos, mas a tecnologia auxilia no planejamento cirúrgico, reconhecimento anatômico e associação com realidade aumentada.

Aceleração no desenvolvimento de medicamentos

Levar um novo tratamento ao mercado exige mais de dez anos de pesquisa e investimentos entre US$ 1,3 bilhão e US$ 2,6 bilhões, com muitos candidatos falhando em etapas cruciais.

A inteligência artificial transforma as fases iniciais ao analisar grandes volumes de informações biológicas, investigando interações moleculares e propondo milhares de candidatos a fármacos rapidamente.

Na oncologia, essa capacidade é vital porque o câncer apresenta características biológicas distintas, exigindo terapias direcionadas às alterações específicas das células tumorais.

Sequenciamento genético e biópsia líquida

A compreensão da biologia de cada tumor evolui com o sequenciamento genético e ferramentas moleculares que ajudam a orientar decisões terapêuticas em diversos tipos de câncer.

A biópsia líquida surge como técnica para investigar sinais do câncer em amostras de sangue, analisando fragmentos de DNA tumoral circulante para auxiliar no acompanhamento clínico.

Integrar dados genômicos, exames de imagem e informações clínicas amplia a capacidade médica, embora exija interpretação especializada e evidências consistentes para transformar dados em decisões.

Desafios na incorporação tecnológica no Brasil

A McKinsey observa que a inteligência artificial produz possibilidades científicas mais rapidamente do que os sistemas de saúde conseguem absorver e estruturar adequadamente.

No Brasil, instituições de excelência e pesquisadores renomados utilizam tecnologias avançadas, mas convivem com desigualdades no acesso a exames moleculares e tratamentos inovadores.

Especialistas reforçam que a tecnologia isolada não substitui a indicação médica adequada, a experiência da equipe e as evidências científicas determinantes para os resultados.

Perguntas Frequentes

Como a inteligência artificial atua na oncologia?

A inteligência artificial ajuda na análise de exames, interpretação de informações genéticas, desenvolvimento de medicamentos e planejamento de cirurgias robóticas oncológicas.

O que diz o relatório da McKinsey sobre saúde?

O relatório Technology Trends Outlook 2026 destaca que a tecnologia avança mais rápido do que a capacidade dos sistemas de saúde em absorver inovações, gerando desafios de infraestrutura e acesso.

A cirurgia robótica no câncer opera sozinha?

Não, os sistemas cirúrgicos robóticos atuais não operam de maneira autônoma, pois o cirurgião permanece no controle dos instrumentos e das decisões durante todo o procedimento.

O que é biópsia líquida na oncologia?

A biópsia líquida é uma técnica que investiga sinais do câncer em amostras de sangue, incluindo fragmentos de DNA tumoral circulante, auxiliando no tratamento e acompanhamento.