Estudo recente analisa o desempenho dos genéricos e a alta no setor farmacêutico brasileiro

O mercado farmacêutico brasileiro passou por profundas transformações nas últimas duas décadas, impulsionado principalmente pela consolidação dos medicamentos genéricos e similares. A análise detalhada foi conduzida pela IQVIA, cobrindo o período de 2006 a 2026.

A pesquisa avaliou de que maneira a entrada de novas opções terapêuticas mais acessíveis alterou a fatia de mercado dos remédios de referência, além de medir a expansão global do consumo de fármacos em todo o território nacional.

O levantamento traz um panorama completo sobre o faturamento multibilionário do setor sob prescrição médica, conforme informação divulgada por panorama.

Desempenho e estabilização dos genéricos

Entre 2006 e 2011, a perda de vendas dos medicamentos de referência ocorreu de forma acelerada, impulsionada por moléculas de uso amplo como atorvastatina, rosuvastatina, quetiapina e sildenafila.

Contudo, a partir de 2011, o ritmo de redução da participação de referência se estabilizou. Segundo Tiago Moraes Vicente, presidente executivo da PróGenéricos, a construção dessa confiança foi uma das maiores conquistas do segmento.

Os fabricantes de referência reagiram lançando segundas marcas, reduzindo preços e ampliando programas de benefícios, enquanto os genéricos capturaram cerca de 40% do setor atualmente.

Crescimento do mercado sob prescrição

O Overview Pharma apontou uma movimentação de R$ 105,2 bilhões nos 12 meses encerrados em agosto de 2026, representando um crescimento de 12,4% em comparação ao período anterior.

O principal motor desse avanço foi o volume de vendas, complementado pela entrada de novos SKUs. Analistas do BTG Pactual ressaltaram que, apesar de uma desaceleração no ritmo mensal, o acumulado do ano permanece positivo.

As classes terapêuticas ligadas ao aparelho digestivo, metabolismo e sistema nervoso lideraram o faturamento, com destaque para corporações como EMS, Eurofarma e Eli Lilly.

Expansão incremental da demanda

A entrada de genéricos e similares ampliou o acesso aos tratamentos e elevou a procura por moléculas específicas, gerando um índice de expansão de 141,15 entre 2006 e 2011.

Nos quinquênios seguintes, o índice de expansão incremental do volume se manteve em patamares mais estáveis, demonstrando a maturidade do setor farmacêutico no Brasil.

Para Vicente, os genéricos deixaram de ser apenas uma alternativa de preço e tornaram-se um dos pilares da assistência farmacêutica, consolidando o país como o sétimo maior mercado mundial.

Perguntas Frequentes

Qual foi o impacto dos genéricos no mercado brasileiro?

Os genéricos ampliaram o acesso aos tratamentos, impulsionaram a demanda por novas moléculas e hoje representam cerca de 40% do setor farmacêutico nacional.

Como se comportaram os medicamentos de referência?

A perda de participação de mercado dos remédios de referência foi rápida entre 2006 e 2011, mas estabilizou-se nos períodos seguintes com novas estratégias comerciais.

Quanto movimentou o mercado de medicamentos sob prescrição?

O mercado de medicamentos sob prescrição registrou uma movimentação de R$ 105,2 bilhões nos 12 meses encerrados em agosto de 2026, segundo dados da IQVIA.

Quais corporações lideram o faturamento no Brasil?

A EMS lidera o ranking de corporações por faturamento no país, seguida por Eurofarma, Eli Lilly, Aché e Novo nas primeiras colocações.