Gestão de dados e inovação tecnológica transformam a assistência médica no Brasil

O segundo dia do Healthcare Innovation Show 2026, realizado em São Paulo, destacou a urgência de superar a busca isolada por volume produtivo no setor de saúde. O evento apontou que o foco atual está na reestruturação de processos e na sustentabilidade financeira.

Especialistas e líderes de grandes instituições discutiram como a transformação digital deve atuar em conjunto com a governança de dados. O objetivo principal é fortalecer a atuação humana na ponta da assistência médica e otimizar os fluxos hospitalares.

Juliana Vicente, diretora do portfólio de saúde da Informa Markets, destacou que a inteligência artificial agora integra o centro da estratégia das instituições, conforme informação divulgada por Saude Business.

Transição para o modelo de humano expandido

Renato Grau, da TrenDs News, apresentou uma palestra magna sobre a transição da eficiência para a governança na saúde. Ele explicou o conceito de humano expandido, onde a inteligência artificial assume a micrologística e a triagem automatizada.

Com essa automação de processos, o médico ganha mais tempo e contexto para a tomada de decisões clínicas. Segundo o especialista, cabe exclusivamente ao julgamento humano escolher os caminhos éticos no setor.

Visão estratégica e eficiência no Hcor

Julio Vieira, CEO do Hcor, participou do Palco Governança e Inteligência Digital by ABCIS para debater a transformação estratégica. A instituição utiliza um mapa estruturado para priorizar a inovação, elevar a produtividade e eliminar desperdícios.

O executivo ressaltou que a inovação só traz resultados práticos com equipes qualificadas. Lideranças preparadas são fundamentais para conduzir os ganhos de eficiência na cadeia assistencial.

Uso consciente de inteligência artificial no dr. consulta

Massanori Shibata Jr., CEO do dr. consulta, explicou como a rede atende às classes B, C e D com foco na agilidade de exames. A empresa utiliza inteligência artificial exclusivamente no suporte corporativo e na gestão de lideranças.

Para preservar a humanização, o executivo garantiu que não existem robôs ou chatbots na linha de frente do atendimento ao paciente, garantindo um relacionamento direto e humanizado.

Agentes digitais na navegação da Unimed-BH

Rafael Silva, Head do Horizontes Hub, apresentou o case Onde Ir, desenvolvido pela Unimed-BH para 1,6 milhão de clientes. A interface conversacional já registrou mais de 90 mil interações e alta assertividade na recomendação de canais.

A ferramenta direciona o usuário para telemedicina ou pronto atendimento conforme a necessidade. O objetivo é escalar a capacidade de atendimento sem eliminar o contato humano na jornada.

Perguntas Frequentes

O que foi destaque no segundo dia do HIS 2026?

O evento destacou a governança de dados, a centralidade no paciente e o uso estratégico da inteligência artificial para fortalecer a atuação humana na saúde.

Como o dr. consulta utiliza a inteligência artificial?

A empresa usa inteligência artificial na gestão corporativa e capacitação de lideranças, evitando o uso de chatbots no atendimento direto aos pacientes.

Qual é o objetivo do projeto Onde Ir da Unimed-BH?

A interface conversacional orienta os beneficiários na porta de entrada da rede, direcionando com precisão para telemedicina, pronto atendimento ou consultórios.

Perguntas Frequentes

O que é o conceito de humano expandido na saúde?

É o modelo onde a inteligência artificial assume tarefas automatizadas e triagens, dando mais tempo para o médico focar no julgamento clínico e na relação com o paciente.