Primeiro dia do Healthcare Innovation Show debate transformação digital, inteligência artificial e sustentabilidade na saúde.

O Healthcare Innovation Show (HIS 2026) iniciou sua programação destacando a transição entre a teoria da transformação digital e sua aplicação prática na gestão de hospitais privados e na sustentabilidade do SUS.

O evento reúne lideranças do setor em São Paulo para discutir como a inteligência artificial pode atuar como ferramenta de apoio clínico e operacional, garantindo melhores experiências para os pacientes e uso racional de recursos.

A abertura evidenciou o amadurecimento do setor diante de desafios de escala e acesso, conforme informação divulgada por Saude Business.

Impacto da inteligência artificial nos hospitais

Durante entrevista master, Paulo Moll, CEO da Rede D’Or, destacou a alocação eficiente de capital e a agilidade administrativa como bases para liberar recursos à atividade-fim do setor.

O executivo pontuou que, embora a inteligência artificial assuma tarefas repetitivas e apoie médicos no preenchimento de prontuários com captura de voz, o trato humano continuará insubstituível.

Segundo a instituição, a tecnologia serve para reduzir a carga burocrática das equipes de saúde, garantindo mais tempo para o atendimento humanizado e próximo ao paciente.

Anfitrião digital reduz demandas da enfermagem

No Palco Resultado e Impacto, a Rede Américas apresentou o case do Anfitrião Digital, ferramenta que utiliza comandos por voz e QR Code para direcionar solicitações operacionais dos pacientes.

A diretora assistencial Elisabete Mitsue Pereira explicou que 65% dos chamados antes direcionados à enfermagem não eram de responsabilidade da área, gerando deslocamentos desnecessários.

Com mais de 2 milhões de interações registradas em três anos, o sistema reduziu em 23% os chamados para a equipe de enfermagem, gerando uma economia expressiva de 400 dias úteis operacionais.

Saúde pública e digitalização no SUS

O painel focado no SUS reuniu especialistas para debater a interoperabilidade de dados e o monitoramento em tempo real para antecipar gargalos na rede assistencial pública.

Rosangela Franzese, representante do Ministério da Saúde, destacou que o telediagnóstico fortalece a atenção primária e combate o absenteísmo em consultas especializadas.

A estratégia também investe no provimento de profissionais na Amazônia Legal, buscando ampliar o acesso e garantir a continuidade do cuidado para toda a população brasileira.

Perguntas Frequentes

O que foi destaque no primeiro dia do HIS 2026?

O evento destacou a transição da teoria para a prática na transformação digital, focando no uso da inteligência artificial para melhorar a gestão, a sustentabilidade do SUS e a experiência do paciente.

Como a inteligência artificial ajuda na Rede D'Or?

A tecnologia atua em atividades repetitivas, como automação e captura de voz em prontuários eletrônicos, reduzindo a burocracia e liberando os profissionais para o atendimento humano.

O que é o Anfitrião Digital da Rede Américas?

É uma solução baseada em inteligência artificial e comandos por voz via QR Code que permite aos pacientes solicitarem demandas operacionais diretamente às equipes de apoio, aliviando a enfermagem.

Quais são os focos da saúde digital no SUS para 2027?

Os principais focos incluem a interoperabilidade de dados, o telediagnóstico para fortalecer a atenção primária, o combate ao absenteísmo e a expansão de profissionais em regiões como a Amazônia Legal.