Pesquisa global revela que setor prioriza estabilidade de sistemas, mas avança na adoção de inteligência artificial.

A maioria absoluta das empresas globais do setor de ciências da vida destinam uma fatia muito pequena de sua receita anual para o desenvolvimento e a modernização da tecnologia digital.

O levantamento foi realizado pela consultoria KPMG e envolveu 2.500 líderes de tecnologia em 24 países, mapeando os principais desafios e investimentos do mercado corporativo internacional.

Os dados apontam que o foco atual das organizações está em equilibrar a manutenção de sistemas legados com a atualização de capacidades, conforme informação divulgada por Medicina SA.

Investimento em tecnologia digital no setor

De acordo com o relatório da KPMG, 97% dos líderes de tecnologia pesquisados aplicam menos de 1% de sua receita anual em iniciativas digitais, priorizando a estabilidade financeira.

O sócio-diretor líder da área de saúde e ciências da vida da KPMG no Brasil, Marcos Laredo, aponta que as organizações preferem apostar na cautela e na confiança em vez de arriscar uma expansão rápida.

Apesar do baixo aporte financeiro direcionado à inovação, 48% das instituições afirmam que já alcançam uma geração significativa de valor através dos recursos tecnológicos implementados.

Inteligência artificial nos fluxos de trabalho

O estudo demonstra que a adoção de novas ferramentas avançadas cresceu de forma expressiva, pois 87% das companhias já integraram agentes de inteligência artificial em suas operações diárias.

Além da implementação prática, a confiança nesses recursos também é alta, com 75% dos gestores afirmando que confiam plenamente nos resultados gerados para subsidiar decisões operacionais.

A pesquisa detalha que o público participante é composto por 50% de empresas farmacêuticas e de biotecnologia, 32% de fabricantes de dispositivos médicos e 18% de distribuidoras.

Desafios entre escala e captura de valor

A principal contradição apontada pelo levantamento global é que, embora a tecnologia esteja presente, 93% dos entrevistados admitem que as ferramentas geram menos de 1% de receita anual.

Esse cenário expõe uma lacuna clara entre a escala operacional alcançada pelas empresas e a efetiva capacidade de transformar essas inovações em retorno financeiro direto.

A grande maioria das corporações ouvidas, representando 76% do total, possui faturamento anual estimado entre US$ 1 bilhão e US$ 9,9 bilhões no mercado internacional.

Perguntas Frequentes

Quanto as empresas de ciências da vida investem no digital?

Conforme a pesquisa da KPMG, 97% das empresas do setor investem menos de 1% de sua receita anual em tecnologia digital.

Qual é a participação da inteligência artificial nas empresas?

Cerca de 87% das organizações já integraram agentes de inteligência artificial aos seus fluxos de trabalho, produtos e serviços.

Quem coordenou a análise dos dados no Brasil?

A análise do mercado brasileiro foi comentada por Marcos Laredo, sócio-diretor líder do setor de saúde e ciências da vida da KPMG no Brasil.

Qual o faturamento das empresas participantes da pesquisa?

A maioria das companhias participantes possui faturamento anual entre US$ 1 bilhão e US$ 9,9 bilhões no mercado global.