Estudo revela comportamento de consumo em aplicativos mobile no primeiro semestre de 2026
O mercado de aplicativos de comércio eletrônico registrou novidades importantes para o setor varejista brasileiro durante o primeiro semestre de 2026. O ecossistema digital mobile tem apresentado dinâmicas variadas conforme a categoria de produtos oferecida ao consumidor final nas plataformas.
A pesquisa recente mapeou o comportamento dos usuários em relação à frequência de uso, taxas de conversão e ticket médio em diferentes segmentos mercadológicos. Os dados detalham como os clientes utilizam as ferramentas tecnológicas no dia a dia para realizar suas aquisições e interagir com as marcas, conforme informação divulgada por MERCADO.
A análise detalhada dos números comprova que a jornada de compra mobile mudou significativamente, exigindo novas métricas de avaliação de desempenho para os lojistas digitais. O estudo foi conduzido pela plataforma Kobe para entender a real utilidade dos programas instalados nos smartphones dos brasileiros.
Recorrência de compra em farmácia
Os aplicativos voltados para o setor de farmácia e beleza registraram a maior recorrência de compra entre todas as categorias analisadas pelo estudo no período. O segmento atingiu uma marca expressiva de 61,2% de recorrência no primeiro semestre de 2026, superando outras áreas tradicionais do comércio eletrônico nacional.
Segundo a pesquisa da Kobe, a taxa de conversão nessa mesma categoria chegou a 6,6%, enquanto o ticket médio consolidado ficou em R$ 278,83 para os consumidores. Esses números demonstram a alta frequência com que os clientes utilizam a tecnologia para a reposição rápida de itens de uso pessoal.
Diferença entre conversão e recorrência
Para Fabio Barboza, CEO e cofundador da Kobe, a conversão isolada não explica o verdadeiro desempenho de um canal digital mobile no varejo atual. Ele aponta que um aplicativo de supermercado cumpre um papel operacional diferente de um ambiente voltado para a comercialização de eletroeletrônicos.
Enquanto o setor de supermercados e alimentos obteve a maior conversão, alcançando 9,8% com ticket médio de R$ 898,60 e 58,9% de recorrência, os eletrônicos registraram apenas 1,3% de conversão. No entanto, a categoria de tecnologia apresentou o maior ticket médio do levantamento, chegando a R$ 2.972,67 por pedido.
Três papéis principais dos aplicativos
O levantamento da Kobe classifica a atuação dos softwares corporativos em três frentes distintas no mercado brasileiro:
- Apps de execução: focados em recompra e conveniência, comuns em farmácia, beleza, supermercados e alimentação.
- Apps de consideração: voltados para pesquisa e comparação, presentes em eletroeletrônicos, casa e construção.
- Apps de inspiração: baseados em desejo e curadoria, relevantes em moda, acessórios e joias.
Essa segmentação estratégica orienta as empresas brasileiras sobre quais funcionalidades priorizar e quais indicadores de desempenho acompanhar de perto. O foco deixa de ser apenas a venda imediata para valorizar a retenção e o relacionamento de longo prazo com o público.
Perguntas Frequentes
Qual categoria tem maior recorrência nos apps?
A categoria de farmácia e beleza registrou a maior recorrência de compras, atingindo 61,2% no primeiro semestre de 2026, segundo dados da Kobe.
Qual é o papel dos apps de farmácia e beleza?
Eles atuam como ferramentas de execução, sendo utilizados principalmente pelos consumidores para reposição de itens, recompra e atendimento de necessidades imediatas.
Como a conversão se comporta em eletroeletrônicos?
A categoria de eletroeletrônicos registrou uma taxa de conversão menor, de 1,3%, mas apresentou o maior ticket médio do estudo, alcançando R$ 2.972,67.
O que avalia o Kobe App Commerce Report?
O relatório analisa a performance de aplicativos de comércio eletrônico no Brasil combinando métricas de conversão, recorrência e ticket médio por segmento.

